Fita: turismo precisa de políticas públicas e investimentos contínuos

A esperança a cada quatro anos é que os novos responsáveis pelo país apostem mais e mais no turismo. Com a pandemia, a atividade estagnou e alguns pleitos continuam sem atendimento, tal qual o aumento do investimento financeiro. É com esse mote, no qual o Brasil precisa de mais políticas públicas de continuidade e profissionalização, que executivos do setor se reuniram durante o primeiro painel da 9ª Feira Internacional de Turismo da Amazonia (Fita), em Belém, nesta sexta-feira (26).

A discussão “Políticas Públicas: Turismo, cenários e oportunidades” tocou, de fato, no calcanhar de Aquiles do setor atualmente: pouco investimento. Com uma parcela pequena dentro do orçamento, todos os presentes concordaram que há necessidade de dedicar mais verba e atenção ao turismo.

Divulgação

Sob mediação da deputada estadual Ana Cunha (PA), o discurso de Fábio Pinheiro, diretor de Marketing do Ministério do Turismo (MTur), levou em consideração esta e outras demandas. De acordo com o executivo, o Brasil deve começar a se equiparar com destinos próximos que injetam muito mais dinheiro na atividade e que, contudo, não possuem nosso potencial.

“O México aporta US$ 550 milhões somente em promoção, contra uma pasta que possui um orçamento de R$ 18 milhões totais. Disso, destinamos R$ 12 milhões à essa categoria. Este é um dado sintomático e que reforça a tríade de uma boa gestão turística: estruturação, promoção e inteligência de mercado”, cita.

Além disso, em complemento, André Dias, secretário de Turismo do Pará, salientou que a aposta atual do Brasil deve ser no turismo de proximidade, natureza e atrações ao ar livre. “A aposta em experiência e ecoturismo, como gosto de reforçar, é uma tendência estudada para os próximos meses”, diz.

Por fim, pontuando o capítulo da importância em promover o país, Dias falou em formas mais assertivas disso acontecer. É o caso de pleitear medidas e ações com os órgãos competentes cercando-se de pesquisas e dados.

“O investimento, independente de ser financeiro, precisa ser realizado com segurança e embasamento. É por isso que além de injetar no setor, precisamos compreender os retornos de cada ação. O trabalho com influenciadores digitais, por exemplo, é algo estudado e bem visto por nós no Pará”, conclui.

Turismo: profissionalização de pessoas e processos

O plano prático de apostar no turismo vai além de um bom hotel ou atração ao público. Por isso, Otávio Leite, deputado federal (PSDB-RJ), e Fabrício Amaral, vice-presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur) e presidente da Goiás Turismo, citaram que pensar na ponta da atividade, ou seja, no atendente dos viajantes, faz toda a diferença.

“A capacitação de quem atua na linha de frente do turismo brasileiro é tão importante quanto ter os melhores equipamentos. O obstáculo que se tornou o orçamento menos faz com que a briga fique desigual e não seja destinado o bastante para profissionalizar essas pessoas”, afirmou Leite.

“Nós precisamos de uma atenção especial para colocarmos o turismo onde ele merece. Entre os pontos essenciais para o desenvolvimento de atividades turísticas funcionais, cito Governança, Descentralização e Regionalização. Os municípios precisam se conversar e é preciso ajudar pessoas e empresas de todos os tipos. A capacitação de profissionais e aporte às companhias do setor é o início disso”, falou Amaral.

Além disso, o deputado federal também elucidou o envelopamento do turismo nas regiões de forma, novamente, mais profissional e trabalhada. “O setor trabalha com propostas palpáveis e, seja em recursos públicos ou iniciativas privadas, cobra-se uma clareza no que está sendo oferecido ao turista. É importante ter essas informações já que sem capital financeiro, é tudo retórica e discurso”, finaliza.

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