Fita: união entre iniciativa privada e comunidades tradicionais deve priorizar cultura

Quase como continuação do painel 3 da Feira Internacional de Turismo da Amazonia (Fita), o debate sobre turismo em comunidades tradicionais também ressaltou o protagonismo das localidades ante interesse turístico dos órgãos competentes. Em seu terceiro dia, o evento reforçou a importância do turismo responsável e, acima de tudo, que preserve a cultura destes locais.

Em mediação de Conceição Silva, diretora de Produtos Turísticos da Setur-PA, último painel do dia contou com Adriana Maria Gomes, coordenadora do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB); Rodrigo Sales, CEO da Untamed Angling Brasil; e Silvia Cruz, professora do curso de Turismo na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Preparo

De acordo com Adriana, a atuação nesse tipo de turismo deve combater a “invasão” desenfreada de visitantes. Na Ilha de Cotijuba (PA), por exemplo, ela cita que a falta de estrutura ou preparo local para receber 20 mil pessoas em julho, por exemplo, colocam em cheque o meio com população, agricultores, povos e a ilha em geral.

“A atuação das pessoas que participam do turismo, hoje em dia, deve ser para que a atividade seja satisfatória e de base comunitária na prática. Além de fomentar a preservação, pensar na digitalização dos empreendedores — meios de hospedagem, donas do bar e vendedores de tapioca — faz com que a economia gire e o turismo traga retorno palpável”, cita.

Iniciativa privada e comunidades tradicionais

Já Sales, que atua em parceria com comunidades tradicionais para promover turismo e, principalmente, pesca esportiva, trouxe o olhar da iniciativa privada. Atuante com comunidades em regiões amazônicas no Brasil e Bolívia, o executivo acredita que a Untamed trabalha de forma benéfica ao turista e ao local.

“Os pontos de ação e também principais desafios estão em estruturar, comercializar e operar estes projetos. No entanto, com análises específicas para cada local, nós conseguimos atuar de forma saúdavel e gerar renda local. Nossa ideia é também que cada vez menos turistas acessem esse tipo de comunidade, visando preservar e cobrar o preço certo para isso”, explica.

Ele reitera, no entanto, que a companhia sempre se adequa aos desejos das comunidades tradicionais parceiras. “Todos os elementos que possuímos são oferecidos para que tudo seja feito com o maior cuidado possível. Queremos preservar a cultura tanto quanto os nativos”, conclui.

Locais no topo

Por fim, Silvia exalta o lado docente da questão, reforçando que o turismo é positivo quando realizado em consenso com as comunidades, partindo delas o interesse na atividade.

“As políticas públicas não podem ignorar as vontades da região e o desenvolvimento da atividade turística deve se comprometer com respeito as populações e uso racional dos recursos. O turismo na Amazônia não é padrão e precisa ter as especificidades culturais atendidas. Já foi dito, mas repito: as comunidades tradicionais são protagonistas, não espectadores”, finaliza.

*Brasilturis Jornal viaja a Belém à convite da Secretaria de Turismo do Pará (Setur-PA) com seguro Affinity

O post Fita: união entre iniciativa privada e comunidades tradicionais deve priorizar cultura apareceu primeiro em Brasilturis Jornal.

Quase como continuação do painel 3 da Feira Internacional de Turismo da Amazonia (Fita), o debate sobre turismo em comunidades tradicionais também ressaltou o protagonismo das localidades ante interesse turístico dos órgãos competentes. Em seu terceiro dia, o evento reforçou a importância do turismo responsável e, acima de tudo, que preserve a cultura destes locais.
O post Fita: união entre iniciativa privada e comunidades tradicionais deve priorizar cultura apareceu primeiro em Brasilturis Jornal.

Ahorra en tu hotel - hotelscombined.es

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *